quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

12:24

extremo sul ao extremo norte. vi o dia nascer e até aí qualquer novidade palavra avião me parece aborrido. me rompe los ovarios esto del aeroporto siempre puntuando un libro hace dos años que estoy separada por un tunel de plástico inventado por um brasileiro.
nem queria isso, o sol. o sol do tarôt de mentira que eu desenhei pra roubar 400 pesos. as pessoas acreditam. eu ria depois, tomando o café de mentira. 

mas ele insistiu e nasceu bem na minha cara, porque ele insiste em nascer
tive q olhar pra baixo, olhei muito para baixo, então
não quero escrever isso não quero saber isso, pensei
por que o virgilio me levou pra conhecer esse lugar sem elevação?
as vellhas da feira apenas olhavam nossa cara de quem não queria ser olhado
sairam porque educação. cansaço é riso. elas gostam de chá, maquiagem e não ouvir mais merda nenhuma a memória tem hora que precisa dormir.

lindo o céu era laranja as 5:45. eu deveria ter um tapa olho absurdo um tapa olho paulistano top com desenhos de pestanas


as 6 da manhã eu tinha vontade de ligar pro virgilo e perguntar
por que as pessoas escrevem mesmo muito bem mesmo naquele lugar feito para vacas? naquele tango feito para vacas? nenhuma elevação. escuro. o frio foi desdoendo de um jeito nenhum ninguém nada é possível, só vaca. e eu. e se eu soprar um balao vermelho ali? naquele xadrez feito para bois? por que eles fazem literatura torturam se a si mesmos tudo no se puede tener. dios mio, en nesta ciudad nadie sabe quien soy. yo me parecia con él alli. con virgilio (....) me sentaba, chupava como un hombre, jodia como un hombre y peleavra  chanteava choreava y puteava y las personas se cagavan de la risa, puteava porque nasci para putear. nascida para trepar. cualquer cosa és ggraciosa, absurda, virgilio, alla. todo puede tener un nombre cosa, un nombre tuyo, podes elegir tu nombre todos los dias. hoy es jueves.

te lo agrdezco, pero no
te lo agrdezco mira niño, pero no

o escritor com gigantismo me levou pra ver o cortazar. eu vi. nem dava pra soprar segredo no ouvido. conheci os loucos, enfermos, famélicos. levei pra ele um exemplar.

virgilio combinou um dia. como se eu soubesse voar.

não sou pássaro mas vou voar. quem disse isso foi minha bocneca com manias literárias, a ilália, ela sabe fumar.

alla
ellos me imaginavan, seguian sin plavaras, solo tango, yo llorava pedia a virgilio el mar. el mar. el mar. entonces yo me erguia, me sufocava, yo me erguia dentro deste mar vierde. es necesario mucho odio de buenos aires para escaparse para una ciudad puente. proustituido, cortazar mezzo riso. 

no me gusta escribir mucho para vos que me cagaste la proxima cancion:

entonces el vuelo de 24 horas
eu voei 24 horas de um dia, era feio, era lindo, o sapato falava comigo, los problemas idiomáticos volvian.

hola, oi, hola, oi, ops. como estas? tudo bem? pasa nada! dale. a ver? mira. 
> desconhecidos > placas mentem mais. 

um sol se põs no outro extremo, eu não queria absurdar. olhei olhei olhei que raiva desse prefeito q me fez vomitar. a marginalidade do prefeito. o papa não é pop mas o prefeito de natal..................

um gato não sobreviveria. uma mulher-ponte cairia do avião. um escritor gigante que não para de crescer bateria a cabeça no guarda volumes. 

eu gritei pro piloto argentino: posso voltar? que alto. dá pra mudar de idéia?
mas eu queria. yo quiero el mar, lo soporto. yo lo voy a soportar. 

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