sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

10:55 
;)

sumidouro do espelho é um bom título p um ~romance~

M. I

**

muito romantico. <3

queria ter um gato que chama borboleta
não vou deixar ninguém roubar.
com quem v tá me trainuuuu?

se for loira vou nublar!

responde, coração. ou não responde. eu espero. sempre. saudade,
 L.R
e aí vou responder p vc:

- se vc tiver me traindo com seu marido vou nublar!

;))

tô fazendo café

e entro no skype

se vc tiver
M.I




***


não. to traindo com a jade.

ai meu deus faz esse tarot direito
eu Escrevo e negocio
a vida é tão exata sem amor, jade
acho q não sou mulher
Hahahaha
se eu fosse saberia ler as cartas
Vc sabe já
Só praticar
eu fiz cartas de tarot jade.. estão todas pintadas, todas, eu mesma desenhei nelas os persongens, era um baralho. eu trabalhava de tirar aqui do bolso e mentir. ganhei 400 pesos todo mundo na argentina acreditou, comprei um café e ri. chanteria. chanteria eu ri porque era mentira. só acredito em vc
Hahahaha
Milonga
Um café
Tipo expresso?
L.R
11:11

ainda dá tempo eu falei de você
assim: jóias e sapatos, sim
isso não pode dar 
errado esquecer pronto
a vida existe uma vida para ser vivida
quando a gente vomita ela nubla
a dona silvia vira uma memória de
escritor que bebeu

os escritores bebem por algum motivo
as escritoras também

ainda dá tempo do avião que voa
ao contrário
chegar o ticket em algum emaio
este ou este o seu ou o meu
é chato fazer isso q eu tô fazendo
lembra lambe lembra
 
L.R
11:01
 
 
ontem
fui pro show do meu irmão
q é poeta e tem uma banda chamada os poetas elétricos
ele escreve coisas assim
os fins são sempre ruins os meios devaneios só me interessam os inícios e os vinicius de moraes nada mais
ontem
fui praquela calçada de novo
aquela da pole dance
mas noutro bar, o de dona sílvia, que na verdade chama confeitaria atheneu, sem placa
dona sílvia tem uns oitenta anos é magra como um sibiti arrasta os pés mas sempre sorri quando oferece mais uma cerveja
quando me vê diz – meu filho, anda tão sumido, nunca mais veio
venha, venha
dona sílvia tem um marido
um marido preguiçoso
o nome dele é adelman, ou algo assim
seu adelman tá sempre sentado, a camisa aberta no peito, o bigode esbranquiçado
e um palito de dentes no canto da boca
ele só olha
e dona sílvia pra lá e pra cá
e seu adelman, ou algo assim, sentado, cavoucando os dentes
quando dona sílvia tá lá p dentro, resolvendo uma paçoca ou uma moela ou um queijo-do-reino (d. sílvia se orgulha do queijo-do-reino q serve – é legítimo, ela diz, mais contente q qualquer grand-master-chef de 4 costados), e a gente olha p seu adelman e ele olha lá p dentro chateado se d. sílvia não chega logo porq aí, aí, meu bem, seu adelman vai ter q levantar e ele mesmo buscar o q a gente pediu com os olhos
ontem d. sílvia tava sentada num canto, longe
ela nem me viu
uma filha vem buscar
quando fica tarde
ela nem me disse, meu filho, anda sumido, venha mais vezes
eu tenho ido pouco, porq não me deixam mais fumar na calçada
e a filha de d. sílvia, a q fica no bar depois q d. sílvia vai p casa, é uma chata
o marido é até legal, o marido dessa filha da d. sílvia
mas a filha de d. sílvia enche os copos na hora q não é p encher os copos
e oferece mais-uma-cerveja sem a felicidade de d. sílvia
q nunca enche os copos na hora errada
ontem
eu tive lá
mas lá tava mais p confeitaria atheneu do q p d. sílvia
porq a gente não diz q vai p confeitaria
mas p d. sílvia, assim, quase com orgulho
dona sílvia virou metonímia, ou algo assim,
o q é bastante injusto com d. sílvia q dispensa literariedades
só d. sílvia é justa com ela mesma
ontem
d. sílvia não me viu
nem eu corri p ela
quando vejo d. sílvia assim meio jururu eu prefiro nem falar porq não quero pensar num mundo onde d. sílvia não esteja mais
ontem
a mesa era tão grande
e eu não quis ter saudade
de você
talvez ainda dê tempo
d’eu viver num mundo sem você
mas ontem a mesa era tão grande e tudo tão distante q eu preferi ficar mesmo perto do meu uísque (porq não gosto mesmo de cerveja e porq não queria q a filha de d. sílvia tentasse desajeitada encher meu copo na hora inexata)
ontem as horas tavam bem inexatas
eu tava todo inexato
e quando voltei p casa vomitei em local inexato
depois eu limpo o vômito
depois eu limpo tudo
depois de ontem é hoje

M.I

PURA FALTA DE JANELA

07:19

eu posso chamar loli rouge?
a jane fuma longe da janela
ela me dizia que tinha que esperar
esse negócio todo porque romanticos
e o tempo todo eles tinham
do mundo
sou infelizmente pop
quando você me deixa feliz
emaios e mentiras de que vai
dar tempo: 24 horas
ainda já passou?
quero lembrar dos sapatos, cortinas
sol fechado
conta aberta
o prefeito, a cara do prefeito
e a gente fingindo que era-não-era
marginal pensava q ia por a mala no carro
pensava que eu era werter
porque ele sabia ir embora
depois lixava as unhas falando 
herder, faz assim, um plágio
de si mesmo
eu e você num hotel revólver
perigos lindos marítimos
hotel com vista para o sul
te contei que a aliança ficou do outtro lado
extremo
nã tenho culpa que parece literatura
espera passar o avião
tem um segurança atrás de mim
não rouba minha jóia, vende, me devolve
vem, vem, falando sussura que não precisa
escrever tanto é feio explicar
cortázar que tinha jeito pra essas coisas coração
envia o poema rápido 
você é bonito 
traz um vinho
L.R
19:24
 
 
NADA É CAPAZ DE DESCREVER MELHOR o estado da noite do que os gatos arruinando a sala.
Lambem-se.
Saltam-se.
Mordem-se.
Empinam as caudas, arqueiam as costas, arregalam as íris.
Que veem os gatos, se são tão indiferentes a você?
O que olham? Sem ver... As orelhas pontiagudas abrem-se em sinal de assombro, ou esperança. As unhas riscam o sofá.
Tudo é caos, e calma.
Olho para o sofá. Lembro de O.; desnuda, de joelhos, as costas e a bunda voltadas para mim.
Ao final, me disse:
– Você não mudou nada. Seu pau continua igual.

M.I

"She opened her mouth with wisdom and in her tongue is the law of kindness"

 

12:57


minha personagem tinha 15 anos, a charlotie, mandei. mas ela fica voltando.  jornalista odeia livro grande de escritor pequeno,

explica pra ela que é jovem?

quer ler um pedaço?
  L.R

13:00

quero.
QUERO.
QUERO>
QUERO>
você.
 
M.I
 
 
13:29
 
qqqqq também.
 
L.R
 
 
17:33
 
pensei q me enviaria os pedaços, ó pedaço de mim 1/2 afastada de mim

Enviado do meu iPhone
 
M.I
 
7:39
 
tenho vergonha do uísque e vergonha q ainda não publiquei. depois q me livro dos livros, deus me livro, não tem mais o que fazer
te dou pra ler agora mas saiba q não sei se vc vai gostar porque não está obrigado pelos selos da editora. ai, eles sabem editar. eu não sou jovem. ex-lolitamente falando. v me acha mais jovem q vc? em falar nisso...tá, amour do outro lado da ponte sempre dá emaio. saudade. vem ler aqui tocando piano quem sabe eu não perco a cara de selo de editora e até te publico isso aqui tá mais bonito. seus emaios. tudo é bonito aí em natal?
 
(sem resposta)
 
 
 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

11:52

me leva p passear sem coleira? me escreve todo dia a cada hora como badalada de relógio campanário sino? me cuida me deixa me beija me põe no colo me deixa cuidar de vc por vc no colo te beijar te deixar
ainnn não
chega de palavratório
ufa
ufa
ufa
saudades continuam
eu continuo
M.I


12:47


gosto de passear pra comprar brincos
você torturado na banquinha de toldo quente
muito brinco: e esse? e esse?
depis só dá eu procurando coleiras de pérolas
te enfermo assim todo dia as vezes
a raquel me reconheceu, me disse que leu sim meu coração
de pedra pomes me deu um brinco vermelho
ela roubou dizendo: agora é meu.

você não rouba brincos, só olha bem e fala.
se for bonito você fala bonito, não esplendido
se for feio você não fala, quase feio
você sabe muito bem quando uma coisa 
é uma coisa ou outra 
todo mundo percebe

você é escritor que fala não tem medo disso
seu olho caiu hoje, ontem tinha uma estrela
você pintou por que se já nasceu borrado?

mesmo sabendo que não pode só você
pode, tá eu deixo
não fala que eu não falo eu conto tudo
em natal, devagar
no ritmo da onda que arrastou meu chinelo dourado
o dia que você não tava
hoje v tá
faz tempo já que eu menti q esperava
não é mentira mentir
 eu não gosto, depois tem que desexplicar
L.R